Filho natural do príncipe e general alemão Frederico Augusto de Hesse-Darmstad, nasce a 2 de Junho de 1804 em Genebra, Suiça.
Aos 8 anos inicia os seus estudos num colégio em Paris e em 1818, com catorze anos, vai para Itália onde se fixa até ao ano de 1827, para fazer a sua formação artística. Roma, Veneza, Bolonha e Florença são as cidades escolhidas para a sua aprendizagem.
Alcança em 1820, na Academia de Belas Artes de Veneza , o 1º prémio numa prova de exame.
A pedido de seu pai, vem em 1828 para Portugal. O príncipe apoiava então politicamente D. Miguel I que conhecera em Viena. Roquemont, na qualidade de seu secretário particular, acompanhou-o durante a sua permanência em Portugal e por cá ficou depois daquele regressar à Alemanha.
A zona Norte do país foi a escolhida para fixar residência; Guimarães e Porto, as cidades mais importantes onde decorre a sua vida. À primeira liga-o o início da sua estadia em Portugal, onde foi hóspede do conde da Azenha – miguelista convicto – ali permanecendo longas temporedas. Influência miguelista a que não foi alheia a sua nomeação em 1831 para professor da Aula de desenho da Academia Real da Marinha e do Comércio, cargo que recusou para se dedicar inteiramente à pintura.
Com estadias pontuais em Lisboa, fixa-se em 1847 definitivamente na cidade do Porto, onde vem a falecer em 1852.
Roquemont, conhecido pelos excelentes retratos que executava quer da nobreza nortenha quer da alta burguesia, causou forte sensação quando em 1843 se apresentou em Lisboa na Exposição Trienal da Academia de Belas Artes, com alguns quadros de costumes. Considerada até então uma temática sem interesse, valeu o comentário de Almeida Garrett quando, defronte de um dos quadros expostos, proclama acerca do pintor: “artista português legítimo, como oxalá que sempre sejam os nossos naturalistas”.
Mestre de Francisco José Rezende e João Correia, vai marcar profundamente a primeira geração de pintores românticos, com destaque para Anunciação. Estes, atentos ao realismo com que Roquemont tratava os seus retratos e à grande novidadse introduzida na pintura portuguesa através de quadros de paisagem e de costumes – um dos temas preferidos do Romantismo - deixam-se influenciar, contribuindo para um professorado benéfico que viria a colher os seus frutos na segunda metade do século XIX.
Para além da técnica da pintura a óleo, Roquemont executou também trabalhos a lápis, carvão e esfuminho. Paralelamente, praticou a modalidade de retrato-miniatura em que se celebrizou. No entanto, poucos são os trabalhos que chegaram até nós.