Nasceu no Porto a 3 de Dezembro de 1825. Estudou no atelier de Augusto Roquemont, cuja influência se fez sentir na sua pintura e frequentou a Academia Portuense de Belas Artes. A partir de 1851 passou a ocupar nesta mesma Academia o cargo de professor substituto da cadeira de Pintura Histórica, nomeação feita por decreto especial, firmado pela Rainha D. Maria II.
Com o objectivo de finalizar a sua aprendizagem artística partiu para Paris em 1854, custeado particularmente pelo rei D. Fernando II, ingressando no atelier de Adolphe Yvon onde trabalhou sob a sua direcção durante cinco anos.
De volta a Portugal, retomou o seu lugar na Academia Portuense de Belas Artes, prosseguindo com as mesmas funções de regente da cadeira de Pintura Histórica até ser jubilado, em 1822.
Realizou obra vasta e variada, marcada por algumas quebras da qualidade que lhe valeram, ainda em vida, acesas críticas por parte de alguns colegas.
Conhecido pela pintura de género onde fixou tipos e costumes populares das regiões nortenhas, Rezende pintou também inúmeros retratos, algumas paisagens, flores e naturezas mortas. A sua actividade artística passou pela miniatura, pontualmente pela escultura, estendendo-se assim à crítica literária colaborando em vários jornais, com destaque para o Comércio do Porto.
Participou em numerosas exposições em Portugal e no estrangeiro, nomeadamente Paris, Madrid e Londres, onde foi premiado com uma medalha de prata atribuída ao quadro Pescadores de Leça.
Seguindo na esteira de Roquemont com uma pintura de género a valorizar o lado pitoresco dos costumes, Rezende marcou lugar na história do romantismo português.