O seu navegador necessita de suporte Javascript para esta funcionalidade. Museu Nacional Soares dos Reis - Escultura
25 de Junho de 2017
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Escultura

Pormenor da escultura o "Desterrado" do escultor António Soares dos Reis.

O espólio do Museu Nacional de Soares dos Reis e o depósito da Câmara Municipal ascende a cerca de setecentas obras, com algum significado para o Porto da Idade Média e Moderna, em resultado de demolições urbanas e do despojar de conventos na fase republicana.

Mantém uma estreita relação com a história da cidade um vasto conjunto de obras que dizem respeito ao ensino de Escultura na Academia Portuense de Belas Artes – actual Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto – que recebeu forte impulso com António Soares dos Reis, um escultor de renome internacional que é patrono do Museu desde 1911.

Um conjunto de obras naturalistas diz respeito aos sucessores de Soares dos Reis e de Teixeira Lopes, cuja actividade se prolongou pela primeira parte do século XX. Dessa época demarcam-se excelentes autores modernistas que figuram no Museu com projecção no retrato.

Relacionado com um aspecto importante da museologia municipal está um Sarcófago romano datável do século III, procedente do Alto-Alentejo, com decoração escultórica alusiva às Estações do Ano.

A maternidade na arte está representada por uma Nossa Senhora de Roc-Amador, presumível imagem do século XIV. Em imaginária de calcário distinguem-se peças como uma Santa Clara e uma Nossa Senhora do Ó, atribuível a Mestre Pero, que se julga ter sido uma guardiã da cidade na Porta da Ribeira, existente na muralha medieval. Entre outras obras devocionais em calcário (vulgo pedra d’ançã) há uma Nossa Senhora do Leite, considerada como uma das mais preciosas imagens marianas da diocese. Retratando a importação a partir de oficinas nórdicas existem dois alabastros ingleses enquanto se atribui à escola flamenga (oficina do Brabante ou Limburgo) da 2.ª metade do século XV uma Nossa Senhora do Leite em madeira policromada, procedente do Convento de Santa Clara de Vila do Conde.

A primazia que é dada a António Soares dos Reis (1847-1889) na Galeria de Escultura deve-se ao avanço técnico conferido à disciplina e ao seu talento de artista, que se afirmou entre manifestações românticas de referente clássico o realismo no retrato. A sua obra-mestra é o Desterrado, esculpido em Roma em 1872, como prova final de pensionista. No Porto foi com a estátua do Conde de Ferreira para o Cemitério de Agramonte que realizou um dos seus retratos mais importantes, de que também é imperioso destacar o Busto da Inglesa, Mrs. Leech.
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