O seu navegador necessita de suporte Javascript para esta funcionalidade. Portuguese Institute of Museums - Mobiliário
24 de Junho de 2017
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Mobiliário

Biombo namban (pormenor).

A colecção de Mobiliário do Museu Nacional de Soares dos Reis integra obras de proveniência eclesiástica e civil essencialmente dos séculos XVII, XVIII e início de século XIX. A representação é constituída por obras de produção nacional, integrando isoladas incorporações estrangeiras, e ainda pela presença assinalável da arte luso-oriental, com núcleos oriundos da Índia e do Japão.

Um Púlpito do segundo quartel do século XVI, o mais antigo objecto que integra esta colecção, é um claro representante do encontro de elementos tradicionais do estilo gótico tardio com as primeiras manifestações renascentistas, expressas no mobiliário religioso.

O núcleo proveniente da Índia testemunha o singular encontro civilizacional em várias tipologias de contadores, gavetas-escritório ou no Arcaz, cujas formas e funções ditadas por necessidades de hábitos europeus, se aliaram a técnicas e materiais indianos.

O par de Biombos Namban, realizado no Japão nos primeiros anos do séc. XVII, em pintura policroma sobre papel, regista em vivo relato a presença dos portugueses naquele país. O seu autor, desconhecido, observou uma composição tradicional associada ao tema da Escola de Kano, a chegada dos Namban-jin ou Bárbaros Vindos do Sul.

O mobiliário do século XVII revela a coexistência de várias influências: maneiristas, orientais e um progressivo domínio da linguagem barroca, registadas em várias cadeiras e bufetes, e ainda numa monumental Estante de Coro, realizada numa oficina portuense em 1697.

Tendências de gosto paralelas do mobiliário barroco do século XVIII são patentes na colecção exposta: o Tremó de madeira dourada reflecte o gosto pela decoração faustosa dos círculos artísticos franceses. O gosto pelo exotismo, uma das tendências estéticas do estilo rococó, é reflectido no mobiliário em laca, como na Papeleira com Alçado. A progressiva sofisticação de hábitos de vivência doméstica encontra tradução em objectos como o estojo de faqueiro, que se colocavam sobre bufetes nas salas de jantar.

O conjunto de Tremós e Consolas da Sala da Música exemplifica um espaço interior neoclássico – são atribuídos a Luiz Chiari, artista italiano que trabalhou no Porto em finais do séc. XVIII.


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