O seu navegador necessita de suporte Javascript para esta funcionalidade. Portuguese Institute of Museums - Pintura
24 de Outubro de 2017
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Pintura

Pormenor do quadro "A fuga de Margarida de Anjou", do pintor Francisco Vieira, o Portuense.

O acervo de Pintura do Museu Nacional de Soares dos Reis é constituído por cerca de 2500 objectos que se enquadram num período cronológico alargado, do século XVI ao século XX. É formado por duas colecções distintas, a do Museu propriamente dito e a do antigo Museu Municipal, integrada em 1937, em regime de depósito.

Na pintura do século XVI são relevantes as produções nacionais e estrangeiras e na do século XVII assume particular destaque a pintura estrangeira, nomeadamente flamenga e holandesa. As obras do século XVIII provêm, em grande parte, dos fundos conventuais e caracterizam bem a situação estética nacional marcada pela quase inexistência de artistas qualificados.

O conjunto mais consistente da colecção inicia-se com o Romantismo e atinge particular relevo no ciclo do Naturalismo. Neste movimento, que preenche toda a segunda metade do século, enquadram-se os pintores com maior representação na colecção, nomeadamente Silva Porto, Marques de Oliveira e Henrique Pousão. Introduziram em Portugal uma verdadeira renovação estética através da prática de uma pintura de ar-livre, observada e experimentada nos estágios de França e Itália, expressa em numerosos registos de paisagem.

Num contexto de Naturalismo de segunda geração e no final do século, destacam-se Aurélia de Sousa e António Carneiro. Por caminhos muito pessoais e diversos apontaram rupturas com o persistente discurso naturalista ao produzirem obras comprometidas com modernos movimentos estéticos.

O pequeno e fragmentado núcleo de pintura do século XX na colecção do Museu acompanha a custo as propostas do modernismo português. Boa parte dos artistas que integraram o movimento têm aqui representação, todavia escassa e, nalguns casos, pouco reveladora dos seus percursos.

Já em meados da década de 70, a abertura de um outro capítulo da vida do Museu, marcado pela colaboração com o organismo que esteve na génese do actual Museu de Arte Contemporânea de Serralves, determinou a integração de cerca de cem obras produzidas por alguns dos artistas mais activos e empenhados nesse particular momento da vida artística portuguesa.

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